Capítulo 8 – Novas Formas Para Interfaces Consistentes

Ianne Howards Koritzinsky GE Medical Systems

É preciso mais do que desejo para criar uma interface consistente, é necessário ferramentas e metodologias que deem suporte ao design. Sempre importante lembrar que é necessário e crítico o apoio político.

Novos designs consistentes exigem um novo modo de desenvolvimento, é óbvio que não acontece sem esforço, é preciso de estratégia e plano para realizar.

Produtos médicos também tem uma interface de usuário, não é somente software de aplicações de computador. O método antigo da época (1988) usando Fortran Style, consistia em misturar os códigos de interface com o código-fonte da aplicação.

A nova metodologia poderia ser definida como:

  • Previsível: usuários antecipam que o sistema vai fazer Dependente: o sistema preenche as expectativas do usuário
  • Formação de hábito: o sistema encoraja o desenvolvimento de padrões de comportamentoTransferível: habilidades podem ser transferir dados de uma aplicação para outra cavalinha
  • Natural: a interface consistente com um entendimento do usuário.

Esses tópicos podem ser aplicado em uma aplicação única ou em muitas aplicações, até mesmo em produtos da mesma família. Assim quatro aspectos são inicialmente discutidos: o conceito do design, a aparência da interface, os diálogose os mecanismos de interação (Foley 1982, Blake 1986).

Desenvolvere o estilo é o mais fácil, ter apoio da direção e mudar a cultura da empresa são as tarefas que mais exigem esforço. Organizações estão sobre diveras pressõe diferentes, muitas vezes para entregar um produto rápido, e assim muitas vezes atropelam a consistência.

Capítulo 7 – Consistência Como Processo

Richard Wolf, lotus development Corporation

Consistência significa que ações similares dos usuários levam a resultados similares, e assim, permitem que usuários transferiram os conhecimentos e habilidades de uma área para outra (skills). A consistência no mundo real é uma tarefa multifacetada, exige compreensão de requisições conflitantes.

A resolução desses conflitos a maioria das vezes é um problema de processo, não de tecnologia, assim, para atingir consistência é preciso ter uma visão de processo: o fluxo de informação e decisões pela organização.

Aspectos da consistência: consistência é composta de elementos conflitantes.

  • Self consistency: consistência em relação a si mesmo, é relacionada as ações e modelos dentro de uma aplicação.
  • Consistência entre aplicações: ações similares dos usuários em diferentes aplicações deve levar a resultados semelhantes, por exemplo: clicar na opção Arquivo -> Salvar.
  • Histórica: é necessário que a aplicação seja consistente com as suas versões anteriores e diferentes plataformas (nota do autor: Android e IOS por exemplo).

Todos esses elementos ocasionam conflitos, que podem ser resolvidos por um indivíduo com uma perspectiva mais ampla: um arquiteto de interface de usuário. Sua função é ser o coordenador das decisões interface.

Deve gerenciar os esforços para consistência no produto, administração, marketing, até mesmo a documentação sobre uma família de produtos. Pode até existir um comitê e membros de interface cuja função é educar um grupo sobre os trade-offs envolvendo decisões interface e receber feedback.

Capítulo 6 – Criando o estilo XUI

Michael Good

Nota do autor: XUI é um termo utilizado no livro para se referir a um conjunto de métodos e objetivos de padrão de interface, buscando no Google não é encontrado resultados rápidos pois o termo não se popularizou como “X Window System” e “DECWindows”.

O X se originou no Projeto Athena no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 1984. O protocolo X está na versão 11 (daí “X11”) desde setembro de 1987. A Fundação X.Org lidera o projeto X

Wikipedia

Em 1988 a criação do DECWindows já considerava diferentes tamanhos de monitores e até mesmo tablets, utilização de mouses com “muitos” botões, assim poderia ser utilizado desde pequenas telas até monitores maiores (nota do autor: está é uma preocupação constante e muito importante nos dias atuais, pois a variação de tamanhos e resoluções é ainda maior).

Este projeto envolveu centenas de pessoas, desde engenheiros, marqueteiros, escritores, administradores, vendedores, suporte, todos foram envolvidos em diferentes linhas do produto ao redor do mundo.

Método inclui a seguinte lista:

Guia de estilo de interface do usuário: uma técnica comum para criar consistência no estilo de interface do usuário é criar um guia de estilo (Apple 1987). Guia de estilo descreve o elemento do estilo da interface do usuário e mostra exemplos do seu uso, também pode conter filosofia e princípios que descrevem conceitos. Oo guia XUI tinha próximo de 150 páginas e 50 ilustrações.

Caixa de ferramentas ou toolkit: Guias de estilo tendem a ser mais efetivos quando acompanhado por ferramentas de desenvolvimento, do que só ter a sua implementação seguindo recomendações.

Consultoria e design: Carrol Campbell, em 1988, propôs que artefatos computacionais carregam teorias implícitas de interação humano-computador que muitas vezes não podem ser deduzidas em teorias explícitas (nota do autor: caso clássico de conhecimento tácito x explícito).

Comunicação eletrônica: centenas de pessoas trabalhando nesse projeto deveriam estar sempre em contato via e-mail (nota do autor: algo muito incomum e 1988, inovador para a época) até mesmo conferências eletrônicas mais de mil vezes foram usadas.

Desenvolvendo uma nova interface de estilo: dificuldade inicial é que o guia tocava muito na descrição de forma muito analítica dos estilos, assim, os desenvolvedores tentavam fazer implementações que eram muito diferentes uma das outras. Perceberam que desenvolveram o novo guia de estilo é como desenvolver uma nova academia de artes, a “XUI School of Design”, alguns padrões arquitetônicos, como Barroco, Gótico, em música, pintura, são facilmente reconhecidos após o contato com alguns exemplos.

Uma das soluções foi compartilhar protótipos de forma antecipada, pois fotos estáticas e abstratas de produtos de interfaces não comunicam tão bem quanto protótipos que podem ser utilizados.

Feiras de negociação de interface do usuário: percebeu-se uma enorme quantidade de diferentes protótipos, que muitas vezes não conversavam entre si e apesar, de seguirem o guia, muitas vezes não era nem sequer usáveis. Então foi “roubada” uma ideia das artes novamente e criou-se uma feira ou uma galeria para a disposição destes protótipos, onde 45 times puderam exibir seus designs para mais de 600 pessoas, que compareceram, desde engenheiros, administradores, escritores de software.

Além de ter gerado um excelente documento, essa feira permitiu algo muito mais importante que foi a criação de relacionamento entre as pessoas e equipes, times da Nova Inglaterra, Califórnia e França se conheceram nesse evento.

Após essa feira a impessoalidade por trás de troca de mensagens eletrônicas foi menor e uma convergência de interfaces começou a surgir com o tempo. Após um ano, uma segunda-feira chamada DECWindows Enterprise Fair foi criada, dessa vez com 55 exibidores e mais de 5500 pessoas em dois dias de evento, focando muito mais em protótipos funcionais do que slides.
Afinal, o sucesso da iniciativa foi graças a testes constantes de usuários e recebimento de feedback, os quais designers conseguiram fazer trade-offs.

Nota do autor: o resultado desta iniciativa foi tão poderoso que a sua implementação está em voga desde 1987, sendo o padrão do sistema Unix desde então, estudar o processo do seu desenvolvimento é entender a chave do sucesso de um guia de estilo tão duradouro e importante.

Capítulo 5 – Como o MacIntosh Atingiu Consistência

Bruce tognazzin

O computador MacIntosh atingiu um alto nível de consistência no seu software pelos esforços e planejamento da Apple Computer Corporation. Mas, de certa forma, podemos dizer que muito desse crédito se deve a fontes externas, como os desenvolvedores que criaram as aplicações, a imprensa que foi vigilante nas suas expectativas de consistência e até os usuários finais, que demandam alto nível de consistência, nunca visto antes nos computadores.

Assim que a gente observa que muitos desses elementos estão mais relacionados a pessoas do que com hardware e software, boa parte dos esforços era para que novos programas não parecessem uma nova aventura para o usuário do Apple 2. Consistência se tornou uma chave para acessibilidade.

A história da Apple mostra que seus computadores são lançados depois dos guidelines interface, algumas vezes, até mesmo meses após, quando já existe até uma segunda edição do guia.

No geral podemos agrupas as recomendação em tópicos:

  • Flexibilidade: é necessário certo nível de flexibilidade para que o desenvolvedor não abandone o toolkit de interface e tente que criar a sua própria.
  • Promoção: a Apple tinha um conhecido grupo chamado evangelistas, quem incentivavam e convenciam os desenvolvedores a fazer produtos de acordo com os guias da Apple.
  • Usuários: são primeiramente os mais beneficiados pela consistência, porém, em certo ponto acabam se tornando os maiores críticos quando percebe a sua falta. Um princípio simples é o sistema não usar mensagens de erro dizendo que o usuário está errado, mas que o sistema foi mal concebido.
  • Pessoal de vendas: esses deveriam aprender em menos de 5 minutos a atualizar o software, do contrário o abandonariam.
  • Imprensa: semearam notícias de que o MacIntosh seria um computador com uma interface humana consistente. O que acabou criando um comprometimento mútuo e cobranças.
  • Mouse: fazer interfaces para computadores sem mouse o que implicava na obrigação dos desenvolvedores tem uma interface para seus programas que funcionar sem sem o mouse (nota do autor: pode parecer ridículo nos dias de hoje pensar que para reduzir custos computadores eram empacotados sem o mouse).
  • Suporte: para o sucesso de uma guidelines de interface é necessário suua implementação seja mais fácil do que evitá-la. Também, deve-se considerar que kit básico pode ser customizado, então deve ser distribuído como módulos e não impedir o usuário programador de fazer alterações.
  • Expansão: os guias interfaces da Apple nunca estão prontos, pois eles são constantemente revistos.
  • Quality Assurance: existe um pessoal treinado para encontrar bugs e inconsistência nas interfaces dos programas, sempre levando seus feedbacks para os desenvolvedores.
  • Teste de Usuário: por fim, nada substitui o teste humano de interfaces com membros do público alvo. É impossível prever com clareza o que os usuários finais esperam no programa, então é preciso equilíbrio.

A conclusão é que muito do sucesso do MacIntosh da Apple pode ser pela sua consistência do olhar e sentir (look and feel). A consistência foi uma ideia abraçada por toda equipe.

Capítulo 4 – Coordenando Consistência

Título original: Coordenando Consistência na Interface do Usuário (UI), Código, Ajuda Online e Documentação Multilingual/Multitarget

Gary Pearlman

Existem muitos tipos de texto associados com software. O código do programa, os comentários no código, especificações técnicas, mensagens de erro, documentação, material de referência e provavelmente outros.

Assim, é necessário ter o usuário em mente para ser consistente na linguagem. Então, um programador não é indicado para escrever a documentação para o usuário final, devido a sua mentalidade. Considerando o conhecimento de um programador, também não é adequado que ele desenha interfaces ou faça redação de textos.

Tecnicamente mudança exige um custo enorme, até mesmo para mudar o tipo de variável de inteiro para flutuante, tem que mudar a declaração da variável no programa, fazer um comentário, alterar a interface, modificar o manual, e até o menu de ajuda. Por isso, não é de se surpreender que o maior custo de um software seja em manutenção e mudanças.

Desde os primórdios da computação existem métodos e linguagens de programação e frameworks voltados para a interface do usuário, aonde essas mudanças são refletidas automaticamente. Uma das técnicas consiste em separar os problemas e descrevê-los de forma simples, colocá-los no banco de dados, e a partir daí várias soluções de textos podem ser sintetizadas (nota do autor: estamos falando de uma solução inovadora para 1989, que, dentro do contexto, pode ser implementada atualmente).

Desde a década de 80, termos como design interativo e fast prototype são considerados eufemismo para a expressão “não temos certeza do que nós estamos fazendo e vamos tentar alguma coisa, coletar dados e a partir daí trabalhar”. Porém esse esforço quase nunca é conseguido de uma forma sintética, sendo que algoritmos, ferramentas e métodos acabam sendo ambíguos, exigem esforço para sua implementação e nem sempre vale o custo.

Capítulo 3 – O Preço da Consistência

Tradução do título original: Análise de custo benefícios para utilização corporativas de padrões interface de usuário (UI): qual o preço a pagar para um ver e sentir consistente?

Daniel Rosenberg

Grandes empresas de computação se esforçam e planejam a padronização de interface (UI) de muitas linhas e produtos. Do ponto de vista financeiro é complexo, porque, a princípio, com um investimento inicial baixo, pode-se resultar retornos, e potenciais economias, de longo prazo.

Para montar o modelo mental do sistema (UI) é preciso padrões de construção, de uma linguagem comum para navegação e apresentação de dados. Palavras como: arquivo, novo, deletar, salvar, sair, fazem parte do dicionário da aplicação.

A navegação por janelas é diferente em sistemas Windows, Linux e Mac. Isso é a parte visual, do ver e sentir (do inglês look and feel). A parte de sentir está mais relacionado aonde está o ícone de fechar a janela, qual desenho desse ícone, ou como uma usuária faz para rolar a barra de navegação para baixo. (Nota do autor: a diferença é bem clara em sistemas Android e IOS, onde temos botões de ações, às vezes com os mesmos títulos, mas muito diferentes na tela).

Usuários experientes de computador estão tão acostumadas que nem param para pensar quantos comandos são necessários para arrastar um arquivo entre pastas. Depois que se aprende, fica intuitivo.

Uma interface consistência traz benefícios de marketing, usabilidade, valor do serviço, desenvolvimento e qualidade, e como estamos vendo, em finanças. É difícil avaliar, pois só sabemos o custo do desenvolvimento e antecipar o sucesso da qualidade e seu impacto nas vendas é difícil, imprevisível.

Estima-se que o desenvolvimento da interface do usuário (UI) pode representar um terço das linhas de código de um sistema (Smith, 1984). Uma conta simples para determinar o retorno seria utilizar (ou reutilizar) 20% do código para cada novo produto, assim, o 5º produto da mesma família, pagaria o esforço desenvolvimento de uma interface consistente.

Estratégias de marketing podem ser divididas em três:

  1. A primeira seria não desenvolver interfaces, somente componentes.
  2. A segunda é copiar a interface de uma outra empresa e,
  3. A terceira criar uma interface única

Ao optar pela terceira, deve se levar em conta diferentes dispositivos e tamanhos de telas (responsividade).

Questões legais também deve ser consideradas (nota do autor: o livro foi escrito para o mercado dos Estados Unidos, assim a simples tradução não refleteria a realidade do ordenamento jurídico brasileiro). Nos Estados unidos é possível patentear o código e o ver e sentir (look and feel). Existem diversas jurisprudência sobre o tema, o que obriga empresas a expressarem de formas diferentes interfaces, porém a ideia básica por trás não pode ser patenteada. As patentes geralmente são compostas de diagramas e modelos de operação lógicos. (nota do autor: no Brasil não é possível patentar design de telas de software nem código-fonte de programas, são considerados produção autoral, como um livro, o que resulta em outras implicações legais)

Capítulo 2 – As dimensões da Consistência

Wendy A. Kellogg

Em algumas situações exceções podem ajudar na rotina de desenvolvimento, se pensar no processo de lavar roupa, o que você faz quando encontrar uma roupa manchada? Não podemos ter um processo único para todos os casos, para lavar roupa, para interface (UI) ou outros. Apesar da exceções serem um risco para a consistência são necessários para a usabilidade.

O esforço da coordenação da consistência é para controlar proliferação de designs. Usuários generalizam, de forma certa ou errada, com base nas suas experiências anteriores. Consistência não tem uma definição própria tem a ver com relacionamentos. Então como saber o que é consistente?

Para isso é preciso saber consistente em relação a quê. algo pode ser consistente em relação a uma coisa e inconsistente em relação a outra coisa. É muito difícil descrever as dimensões da consistência, geralmente focamos nos aspectos visuais e comportamentais.

Para alguns estudos foram criados interfaces com aparência parecida mas comportamento inconsistência para ações. Alguns ícones de ações podem ser mais facilmente entendidos pelos usuários quando representam ações do mundo real como tirar uma folha de papel de uma pasta (nota do autor: ou como meu vizinho de 96 anos me explicou como fazia para enviar um foto para seu filho no WhatsApp, tem que “apertar o clips”). Porém nomear um ícone com o desenho de uma pasta com o título “carro”, são coisas distintas, gera uma grande confusão no usuário.

Ações iguais como arrastar um arquivo pode ter resultados diferentes, arrastar um arquivo para outra pasta move o arquivo, mas a mesma ação de arrastar, se for levando o arquivo para um HD externo faz uma cópia do mesmo, preservando original, já arrastar para lixeira o remove do sistema. O comportamento consistente, para ser vantajoso, é preciso considerar o contexto.

É preciso saber como o componente será usado para entender a sua consistência. É preciso lembrar que a interface do usuário (UI) é um conceito abstrato e a sua aplicação pode trazer contradição de uma forma geral.

Uma forma é definir consistência por especificação, a definição da arquitetura da interface associada a regras para componentes padrões (desenhar como serão os botões, menus, scrolls), mas como consistência tem a ver com o contexto, regras rígidas podem não considerar cenários específicos.

Outras formas é a consistência por explicação e exemplo, suas regras não são tão detalhadas e permitem os desenvolvedores terem mais liberdades. A contrapartida da sua adoção é que não garante a consistência entre vários sistemas.

Capítulo 1 – Sumário Executivo: Coordenando UI para Consistência

Jakob Nilsen

Um dos aspectos mais importantes da usabilidade é a consistência na interface do usuário (UI).

Vantagens da consistência

O usuário pode transferir sua habilidade de um sistema para o outro, sentindo-se mais produtivo e cometendo menos erros, pois consegue prever o comportamento do sistema. Ao final isso aumenta a satisfação e diminui frustrações, dando-lhe a grata e impagável sensação da autoconfiança.

Para as empresas diminui os custos com os treinamentos e suporte, pois os usuários não precisam aprender a usar muitas interfaces diferentes. A consistencia entre interfaces funciona como base para crescimento, além de diminuir os custos de desenvolvimento, design e manutenção.

Também permite ao usuário, entender produtos como pertencentes a uma família e assim, as empresas podem desenvolver segmentos de mercado, pois quem já comprou um produto terá mais afinidade para comprar outros, se perceber a mesma consistência.

Os perigos da consistência

Além de aumentar os custos, pode atrasar o lançamento do produto, a rigidez das regras podem reduzir muito a flexibilidade e a inovação de produtos, de forma individual, fazendo que não consigam atender requerimentos em contextos muito específicos. Se as regras de consistência são ruins, os produtos derivados serão péssimos.

Um usuário comentou que “quando um programa se comporta de uma forma inesperada (como apagar dados sem avisar) é como um amigo quebrando uma promessa”.

A consistência pode ser aplicada de uma forma total, incluindo não só a interface de uma aplicação, mas a documentação de todo o sistema, manual de ajuda, referências, vídeos e tutoriais.

A consistência tem que levar em conta diferentes hardwares rodando a mesma aplicação (nota do autor: Windows, Mac, Linux, Android e iOS por ex.). Deve ser formalmente documentada para evitar que desenvolvedores utilizem novas tecnologias e interações, apagando o que estava anteriormente determinado.

A consistência segue a segunda lei da termodinâmica: se nada for feito (para coordenar UI), o caos vai aumentar mais e mais, gerando inconsistência nas interfaces de usuários.

Voltei a pensar sobre tal assunto, e eu mesmo não estou inteiramente de acordo com isto. Nem tudo que escrevi ontem significa hoje a mesma coisa para mim

1 Jul 2011, 03:38

A Economia da Estratégia – Besanko [cap 4]

Diferente dos EUA, o Japão possui algumas empresas no setor automobolístico, organizadas em redes, em que até 75% dos componentes são terceirizados. (p 177).  Arm’s lenght transaction é um transação mercantil na qual as partes autônomas trocam bens e serviços sem um acordo formal de continuidade do relacionamento no futuro. (Glossário)

Resumo do resumo (p 181)

  • A integração vertical muda o padrão de propriedade do ativo e controle, alterando o poder de barganha entre as partes, sendo que as duas podem co-existir na mesma organização.
  • Integração vertical é geralmente mais vantajoso do que um relacionamento informal
  • Joint ventura é uma opção de aliança estratégica.
  • Keiretsu japonês: empresas aglutinadas em relacionamentos cooperativos e duradouros.

A Economia da Estratégia – Besanko [cap 3]

As fronteiras verticais são definidas pelas terceirizações da empresa e estratégias nesse sentido, produzir versus compras(p 124). Ronald Coase, no artigo “The Nature of the Firm”, definiu os custos das transações, que existe muita atividade econômica ocorrendo fora do mercado de preços, que operar no mercado custa tempo e despesa de negociação, escrituração e fazer valer o contrato (p 142). Conceito de nascente e juzente (p 125), troncos descem o rio para chegar a empresas juzentes. Os ativos podem ser adquiridos mediante tres tipos de relacionamentos, mercado, integração vertical, aliança ou joit venture, (de acordo com fluxograma da p 153). A desconfiança é um custo menos tangível, pois aumenta o tempo de elaboração do contrato e pode comprometer a qualidade do produto ou componente(p 152).

Resumo do resumo (p 154)

  • Integração vertical fornecedor-montante à varejista-juzante
  • Cadeia vertical exige atividades de apoio.
  • Problema produzir/comprar com óptica nos custos.
  • O lucro é parte da cadeia, seja da empresa que compra ou da que produz terceirizando, o lucro não está em jogo quando o assunto é terceirização, mas sim custos.
  • Contratar é desvantajoso quando exige um design ou característica criteriosas
  • Deve-se evitar ir ao mercado se corre o risco de vazar informação importante
  • Ir ao mercado tem o custo de transação

Marketing Management – Leitura Introdutória

Prefácio

Primeira edição, 1967. Novos tópicos ganharam importância nessa edição, como segmentação, targeting e posicionamento. As empresas migraram de portfólio de produtos para portfólio de clientes. Marketing não é um departamento, é um guia para toda a empresa. A maior mudança desta edição é um novo co-autor, Kevin Lane Kelly.

Novo tópico – marketing Holístico

Leva em consideração todo o ambiente que a empresa está envolvido para a criação e gestão de planos de marketing dentro dos seguintes tópicos:

  • Marketing interno: envolve membros da organização
  • Marketing integrado: relacionado a tudo que comunica valor
  • Marketing de relacionamento: relacionamento rico e profundo com membros e parceiros
  • Marketing societal: Ética, meio-ambiente, legal e social.

O esforço é deixar o marketing cada vez mais individual

Leitura Adicional

Targeting e Planejamento – http://www.slideshare.net/renatofrigo/targeting-e-planejamento-435682

Notas: Segmento tem que agir de maneira específica a certa publicidade para que haja uma comunicação direta, deve ser mensurável. Características (Geográfica, Demográfica, Psicográfica, Comportamental)

Ferramentas de Marketing: Matriz BCG ou Análise BCG

Vou iniciar mais uma série de artigos, intitulada Ferramentas de Marketing. Este primeiro artigo será sobre a Matriz BCG (Boston Consulting Group), que é provavelmente a ferramenta mais famosa de marketing, o que deve acontecer devido ao fato de ser muito fácil de entender. Ao bater olho você se depara com um conjunto de imagens fofinhas que servem para ilustrar o estado atual do seu produto, têm as vaquinhas leiteiras, estrelinhas, abacaxizinhos. No livro parece ótimo, mas traze-la para o ambiente de trabalho e torna-la algo útil é realmente difícil.

O primeiro fato que dificulta a utilização desta ferramenta é que nos Brasil não existem dados para se fazer essa Matriz e ponto. Muitas traduções do inglês, Estados Unidos, deixa a literatura de Marketing desconexa com a nossa realidade. É preciso entender que aspectos culturas, mesmo nosso estado atrasado de desenvolvimento, nos obriga que se faça adaptações.

No Brasil Marcos Cobra adaptou para um modelo que utiliza variáveis internas, dados existem que possam ser coletados apenas dentro da própria empresa, como fluxo de caixa, volume de vendas.

O que na verdade acontece é que a análise BCG fica prejudicada. Não serve como Matriz BCG, mas tem o seu valor. Meu conselho é, utilize com cautela, pense muito bem se essa ferramenta vai ajudar a resolver seu problema.

http://administrampando.blogspot.com/2008/04/ferramentas-de-marketing-matriz-bcg-ou.html

https://administradores.com.br/artigos/ferramentas-de-marketing-matriz-bcg-ou-analise-bcg

Jornalismo, marketing ou seriedade?

Observe como existe toda uma estratégia de marketing nebulosamente digerida por esses telespectadores. Não vou nem comentar o formato de qualquer programa feito para a televisão aberta, que “pausa” a programação a cada seis ou sete minutos para exibir três ou quatro de comerciais, estamos tão acostumados com isso que nem ligamos, mas existe uma solução, e ela vem à cabo.

Agora o absurdo que traterei, o cerne desse artigo que veio das cinzas é a seleção de matérias. Antes de tudo lembro que nunca trabalhei em uma emissora de televisão, e portanto não sei como é feita essa seleção, mas a legislação viginte nos permite imaginar e até publicar o que queira que nossa cabeça pense a respeito, eis o que a minha pensa:

Uma empresa contrata a emissora porque precisa se promover, quem nunca viu os absurdos que são as matérias que passam nessas porcarias (no final do blog tem algumas matérias). Quer promover sua clínica veterinária, jornalaços são generosos e oferecem 2 opções, dentro do programa em forma de matéria disfarçada ou então no horário destinado a publicidade mesmo, um pouco mais ética é a segunda opção, só não é tão ética porque sustenta o resto do “esquema”.

O ridículo disso tudo, o praticamente incabível fato que causa indignação é o mesmo fato que explica a situação, tidos sempre como jornais excêlentes, só que por eles mesmo, eles mesmo são bons mesmos. Portanto eu sempre suspeito de alguma força mercadológica por trás de qualquer reportagem.

Se não for esse complexo estrategema, deve ser algum muito parecido, o que deve mudar são as terminologias e exemplos utilizados, pode não ser uma empresa de marketing e sim um freelancer, mas do esquema inteiro a única coisa que não muda são o bando de macacos ensinados e orgulhosos olhando uma caixa com uma tela de vidro, segurando um quadrado plástico na mão.

Nota do autor: É realmente ressurgi das cinzas, nunca esqueci o blog (www.administrampando.blogspot.com), só estava sem computador e internet às mãos o tempo todo, como agora, e como esse é um projeto online, não deu pra continuar ele no ritmo antigo, mas agora força total.

http://administrampando.blogspot.com/2008/03/jornalismo-marketing-ou-seriedade.html

Valor Entregue ao Cliente

Aparentemente em abordagens práticas uma estratégia de redução do preço é sempre bem vista. Essa lógica é simples e adequada, porém simples, e por trás dela coexistem fatores que os profissionais de marketing devem no mínimo conhecer, para então entender o ambiente em que está inserido.

Na verdade o valor entregue ao cliente é a confluência dicotômica de custo e valor. Pode-se realmente encarar o custo apenas como o valor monetário designado ao produto, mas além de ser uma definição pobre, encobre outras variáveis, como a energia física e psíquica despendida pelo ato de compra ou para decisão deste processo. Valor, além logicamente do valor financeiro do protudo, possui variáveis monetariamente imensuráveis; engloba a imagem da empresa, o staff (pessoas relacionadas a instituição), os serviços auxiliares ao produto como por exemplo um SAC de qualidade (Serviços de Atendimento ao Consumidor).

Para um aumento ou retomada de vendas há dois caminhos não excludentes e interrelacionados: o primeiro deles é diminuir o custo total para o cliente, podendo diminuir o custo monetário ou a energia gasta por ele para obter o produto. A outra via trabalha o valor total, o fazendo subir. Exemplo: um comprador precisa se decidir em qual loja comprar seu aparelho televisor, nas Lojas Colombo ou nas Pernambucanas. Supondo que nas Lojas Colombo ele encontre o melhor atendimento, uma garantia muito maior, entrega a domicílio grátis e também um DVD Xuxa só Para Baixinhos de brinde. Mesmo assim ele pode optar pela Pernambucanas, se o valor entregue for maior, já que nas Pernambucanas o preço pode ser relativamente menor, se parcela em mais vezes e o processo de comprar não exige qualquer tipo de cadastro ou processo que dispenda demasiada energia.

Debates apontam que lucro é igual ao valor entrege ao cliente, ou seja, a imagem de sua empresa, o pessoal, os serviços oferecidos e o produto. É um valor numérico que diz quanto a sua empresa conseguiu projetar no consumidor para que ele aceite pagar mais do que o custo. A fórmula para o cálculo dessa relação é simples, basta dividir o custo do produto pelo valor de venda. São esperados valores maiores que 1, o contrário indica que o produto ou UEN (Unidade Específica de Negócio) está operando com prejuízo.

Racionalmente o comprador sempre é induzido quando por ventura não segue o padrão do valor entregue. Existem varias hipóteses que explicam quando um cliente opta por uma produto com valor menor, seja ele por ser obrigado a escolher por custos menores, geralmente monetários, menores (a União faz isso por processos de licitação), ou então ele pode ter amizade com o outro vendedor, até mesmo pode falhar na percepção de valores e mensuração de custos não monetários.

http://administrampando.blogspot.com/2007/10/valor-entregue-ao-cliente.html

Lojas de Departamentos

Uma tendência clara nos hábitos de consumo, que vem preocupando grande parcela da população, são as lojas de departamentos. Um modelo cuja premissa básica é a vasta gama de produtos oferecidos, sem uma linha específica de produtos predominante. No Brasil há grandes redes instaladas, a nacional Pão de Açúcar (operando sob as bandeiras Extra, Compre Bem e Sendas), a francesa Carrefour (Planaltão, Roncetti, Mineirão, Rainha, Dallas e Continente), e a norte-americana Wal-Mart (Wal-Mart Supercenter, SAM’S CLUB, Todo Dia, Bompreço, Hiper Bompreço, Nacional, Mercadorama, Hipermercado Big, Maxxi Atacado). Essas grandes redes ainda crescem regularmente no mercado tupiniquim, mas além de nossas fronteiras o mercado está as impondo uma série de restrições.

No Brasil o movimento ainda ganha força, mas em mercados mais sofisticados vem enfrentando grande resistência, principalmente nos Estados Unidos. Alguns setores sociais veem se manifestando, grupos de defesa dos direitos das mulheres, grupo de defesa dos direitos trabalhistas, que alegam que ser um dos motivos das redes oferecem preços tão baixos a usurpação desses direitos. No Japão, um país considerado tradicionalista pelos moldes ocidentais, também possui lojas de departamentos. O sucesso é estrondoso, grandes lojas, de apenas um andar, com grandes estacionamentos, um apelo de marketing bem forte para um país onde a densidade demográfica é uma das maiores do mundo.

No Brasil, praticamente, em cada cidade com mais de 150 mil habitantes existe uma loja de departamento, nessas pequenas cidades há uma transformação gigantesca na estrutura. O comércio dessas cidades é fortemente abalado, não há como competir com os preços e comodidades oferecidas e muitas portas acabam fechando. Mercados menores também são alvos de pelo menos uma dessas redes, o grupo Carrefour, que comprou algumas redes de supermercados, da rede Champion para Carrefour Bairro. São lojas reduzidas dos hipermercados Carrefour. É uma nova estratégia de crescer no Brasil.

Além de externalidades tão grandes, há também problemas interno, existe a limitação imposta a marcas dentro da própria loja. As redes começaram uma corrida por segmentos dentro de seus próprios ambientes. Como elas são a ponta da rede de produção, o local de compra do produto do consumidor, limitam o espaço de outras marcas, bem como sabão em pó, biscoitos, papelaria, brinquedos, etc., deixando grande visibilidade a seus produtos, influenciando assim alguns consumidores indecisos. Outros consumidores também são afetados pelos preços abaixo da média oferecidos por seus produtos, que, são próprias que redes controlam, em alguns casos subindo o preço dos concorrentes, sempre analisando qual fator for mais lucrativo.

Apesar de parecerem as grandes gigantes do novo milênio, elas enfrentam um “inimigo” comum e, de proporções globais, a internet. Principalmente nos EUA, que oferecem periodicamente produtos típicos de supermercados pela internet, basta escolher o produto e a periodicidade que ele vem até sua casa. Ou então, pela própria geladeira, sentiu que o leite está acabando? Peça pela própria geladeira. No Brasil não estamos longe disso. Apesar do aparente “perigo”, grande parte dessas lojas podem ser adaptadas a essa nova realidade, pois afinal, não existe internet sem espaço físico, sempre haverá um local para pelo menos estocar os produtos.

Uma tendência clara nos hábitos de consumo, que vem preocupando grande parcela da população, são as lojas de departamentos. Um modelo cuja premissa básica é a vasta gama de produtos oferecidos, sem uma linha específica de produtos predominante. No Brasil há grandes redes instaladas, a nacional Pão de Açúcar (operando sob as bandeiras Extra, Compre Bem e Sendas), a francesa Carrefour (Planaltão, Roncetti, Mineirão, Rainha, Dallas e Continente), e a norte-americana Wal-Mart (Wal-Mart Supercenter, SAM’S CLUB, Todo Dia, Bompreço, Hiper Bompreço, Nacional, Mercadorama, Hipermercado Big, Maxxi Atacado). Essas grandes redes ainda crescem regularmente no mercado tupiniquim, mas além de nossas fronteiras o mercado está as impondo uma série de restrições.

No Brasil o movimento ainda ganha força, mas em mercados mais sofisticados vem enfrentando grande resistência, principalmente nos Estados Unidos. Alguns setores sociais veem se manifestando, grupos de defesa dos direitos das mulheres, grupo de defesa dos direitos trabalhistas, que alegam que ser um dos motivos das redes oferecem preços tão baixos a usurpação desses direitos. No Japão, um país considerado tradicionalista pelos moldes ocidentais, também possui lojas de departamentos. O sucesso é estrondoso, grandes lojas, de apenas um andar, com grandes estacionamentos, um apelo de marketing bem forte para um país onde a densidade demográfica é uma das maiores do mundo.

No Brasil, praticamente, em cada cidade com mais de 150 mil habitantes existe uma loja de departamento, nessas pequenas cidades há uma transformação gigantesca na estrutura. O comércio dessas cidades é fortemente abalado, não há como competir com os preços e comodidades oferecidas e muitas portas acabam fechando. Mercados menores também são alvos de pelo menos uma dessas redes, o grupo Carrefour, que comprou algumas redes de supermercados, da rede Champion para Carrefour Bairro. São lojas reduzidas dos hipermercados Carrefour. É uma nova estratégia de crescer no Brasil.

Além de externalidades tão grandes, há também problemas interno, existe a limitação imposta a marcas dentro da própria loja. As redes começaram uma corrida por segmentos dentro de seus próprios ambientes. Como elas são a ponta da rede de produção, o local de compra do produto do consumidor, limitam o espaço de outras marcas, bem como sabão em pó, biscoitos, papelaria, brinquedos, etc., deixando grande visibilidade a seus produtos, influenciando assim alguns consumidores indecisos. Outros consumidores também são afetados pelos preços abaixo da média oferecidos por seus produtos, que, são próprias que redes controlam, em alguns casos subindo o preço dos concorrentes, sempre analisando qual fator for mais lucrativo.

Apesar de parecerem as grandes gigantes do novo milênio, elas enfrentam um “inimigo” comum e, de proporções globais, a internet. Principalmente nos EUA, que oferecem periodicamente produtos típicos de supermercados pela internet, basta escolher o produto e a periodicidade que ele vem até sua casa. Ou então, pela própria geladeira, sentiu que o leite está acabando? Peça pela própria geladeira. No Brasil não estamos longe disso, posso dizer que estamos muito perto se consideramos todo o período geológico da Terra. Mas grande parte dessas lojas pode ser adaptada a essa nova realidade, pois afinal, não existe internet sem espaço físico, sempre haverá um local para pelo menos estocar os produtos. Sem futurologia barata, mas eu vou morrer vendo meus netos comprando em lojas de departamento.

http://administrampando.blogspot.com/2007/09/lojas-de-departamento.html

Problemas de Marketing: Demanda Irregular

Pode-se dizer grosseiramente que marketing se utiliza de alguns princípios para aumentar a demanda por alguns produto ou serviços, e como foi visto na ultima coluna, também existe o demarketing, que se utiliza desses mesmos princípios, mas com a finalidade oposta, serve para diminuir a demanda. Existem oito estágios ou fases de demanda: negativa, inexistente, latente, decadente, completa, excessiva, prejudicial e a demanda que iremos tratar nessa coluna, a irregular.

Em economia, Demanda ou Procura é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um dado mercado, durante uma unidade de tempo (Wikipédia). Muitas empresas precisam lidar com as variações de demanda pelo mercado, já que dificilmente a busca por um produto é constante e regular, a demanda pode ter uma sazonalidade de meses, semanas, dias e até horas. Pegando o exemplo de uma empresa de ônibus, quem utiliza esse serviço percebe que há horas que maior e menor movimento, a empresa precisa se adaptar a essa demanda para sobreviver ao mercado. Um exemplo real é a CTA (Companhia Tróleibus Araraquara) que, como outras empresas de ônibus, utiliza um sistema de cartão recarregável o que diminui pelo menos a irregularidade do fluxo de caixa da empresa, se alguém recarrega o cartão semanalmente ou mensalmente já regulariza a entrada de caixa.

A demanda quando é excessiva necessita do mecanismo de marketing x demarketing para equilibrar a oferta com a procura. Quando se extrapola as limitações do produto é necessário que se tomem algumas medidas como aumentar o preço, diminuir a oferta de serviços e benefícios, tentando focalizar nas parcelas do mercado mais lucrativas, a fim de se evitar que esse excesso possa ser prejudicial à empresa. Mas também é necessário um extensivo esforço de marketing para aumentar a demanda em períodos de baixa procura, estimulando segmentos do mercado menos lucrativos ou com menor poder aquisitivo para tentar regularizar as demandas.

Vou fechar essa breve coluna citando alguns exemplos para elucidar melhor o conteúdo para os curiosos leitores, um exemplo real de sazonalidade diária é o Hopi Hari, um parque temático que em alguns feriados e finais de semana tem que sua capacidade máxima utilizada e nos outros dias pode ter uma movimentação muito menor. Já um exemplo de sazonalidade mensal que implica na irregularidade da demanda é a Tropical Tour que vende pacotes de viagens. E para fechar com chave de ouro, um bom exemplo de sazonalidade, um produto que precisa lidar com variações de demanda horária é o famoso blog Administrampando.

https://administradores.com.br/artigos/problemas-de-marketing-demanda-irregular

http://administrampando.blogspot.com/2007/09/problemas-de-marketing-demanda_15.html

Uma idéia que pode parecer estranha: Demarketing

Pode-se dizer grosseiramente que marketing se utiliza de alguns princípios para aumentar a demanda por alguns produto ou serviços, e como foi visto na ultima coluna, também existe o demarketing, que se utiliza desses mesmos princípios, mas com a finalidade oposta, serve para diminuir a demanda. Existem oito estágios ou fases de demanda: negativa, inexistente, latente, decadente, completa, excessiva, prejudicial e a demanda que iremos tratar nessa coluna, a irregular.

Em economia, Demanda ou Procura é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um dado mercado, durante uma unidade de tempo (Wikipédia). Muitas empresas precisam lidar com as variações de demanda pelo mercado, já que dificilmente a busca por um produto é constante e regular, a demanda pode ter uma sazonalidade de meses, semanas, dias e até horas. Pegando o exemplo de uma empresa de ônibus, quem utiliza esse serviço percebe que há horas que maior e menor movimento, a empresa precisa se adaptar a essa demanda para sobreviver ao mercado. Um exemplo real é a CTA (Companhia Tróleibus Araraquara) que, como outras empresas de ônibus, utiliza um sistema de cartão recarregável o que diminui pelo menos a irregularidade do fluxo de caixa da empresa, se alguém recarrega o cartão semanalmente ou mensalmente já regulariza a entrada de caixa.

A demanda quando é excessiva necessita do mecanismo de marketing x demarketing para equilibrar a oferta com a procura. Quando se extrapola as limitações do produto é necessário que se tomem algumas medidas como aumentar o preço, diminuir a oferta de serviços e benefícios, tentando focalizar nas parcelas do mercado mais lucrativas, a fim de se evitar que esse excesso possa ser prejudicial à empresa. Mas também é necessário um extensivo esforço de marketing para aumentar a demanda em períodos de baixa procura, estimulando segmentos do mercado menos lucrativos ou com menor poder aquisitivo para tentar regularizar as demandas.

Vou fechar essa breve coluna citando alguns exemplos para elucidar melhor o conteúdo para os curiosos leitores, um exemplo real de sazonalidade diária é o Hopi Hari, um parque temático que em alguns feriados e finais de semana tem que sua capacidade máxima utilizada e nos outros dias pode ter uma movimentação muito menor. Já um exemplo de sazonalidade mensal que implica na irregularidade da demanda é a Tropical Tour que vende pacotes de viagens.[:en]

Pode-se dizer grosseiramente que marketing se utiliza de alguns princípios para aumentar a demanda por alguns produto ou serviços, e como foi visto na ultima coluna, também existe o demarketing, que se utiliza desses mesmos princípios, mas com a finalidade oposta, serve para diminuir a demanda. Existem oito estágios ou fases de demanda: negativa, inexistente, latente, decadente, completa, excessiva, prejudicial e a demanda que iremos tratar nessa coluna, a irregular.

Em economia, Demanda ou Procura é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um dado mercado, durante uma unidade de tempo (Wikipédia). Muitas empresas precisam lidar com as variações de demanda pelo mercado, já que dificilmente a busca por um produto é constante e regular, a demanda pode ter uma sazonalidade de meses, semanas, dias e até horas. Pegando o exemplo de uma empresa de ônibus, quem utiliza esse serviço percebe que há horas que maior e menor movimento, a empresa precisa se adaptar a essa demanda para sobreviver ao mercado. Um exemplo real é a CTA (Companhia Tróleibus Araraquara) que, como outras empresas de ônibus, utiliza um sistema de cartão recarregável o que diminui pelo menos a irregularidade do fluxo de caixa da empresa, se alguém recarrega o cartão semanalmente ou mensalmente já regulariza a entrada de caixa.

A demanda quando é excessiva necessita do mecanismo de marketing x demarketing para equilibrar a oferta com a procura. Quando se extrapola as limitações do produto é necessário que se tomem algumas medidas como aumentar o preço, diminuir a oferta de serviços e benefícios, tentando focalizar nas parcelas do mercado mais lucrativas, a fim de se evitar que esse excesso possa ser prejudicial à empresa. Mas também é necessário um extensivo esforço de marketing para aumentar a demanda em períodos de baixa procura, estimulando segmentos do mercado menos lucrativos ou com menor poder aquisitivo para tentar regularizar as demandas.

Vou fechar essa breve coluna citando alguns exemplos para elucidar melhor o conteúdo para os curiosos leitores, um exemplo real de sazonalidade diária é o Hopi Hari, um parque temático que em alguns feriados e finais de semana tem que sua capacidade máxima utilizada e nos outros dias pode ter uma movimentação muito menor. Já um exemplo de sazonalidade mensal que implica na irregularidade da demanda é a Tropical Tour que vende pacotes de viagens. E para fechar com chave de ouro, um bom exemplo de sazonalidade, um produto que precisa lidar com variações de demanda horária é o famoso blog Administrampando (www.administrampando.blogspot.com).

http://administrampando.blogspot.com/2007/09/demarketing_15.html

https://administradores.com.br/artigos/uma-ideia-que-pode-parecer-estranha-demarketing

Marketing de Massa

Atualmente os consumidores estão se segmentando de um jeito que fica evidente o declínio do marketing de massa, que nada mais é que a exposição de seu produto para o maior número de pessoas não se importando em atingir os segmentos significativos para suas vendas. Cada vez mais investe-se em mecanismo para a identificação e classificação de padrões de consumo, o meio mais comum de se fazer isso é por meio de cartões de crédito, mas existem outras formas como pesquisas e algumas estratégias curiosas altamente camufladas.

As fatias de consumidores se apertam, são infinitas as possibilidades de segmentação, imaginar algum software ou banco de dados que tenha dados suficientes para uma segmentação individual ainda é ficção científica, mas com certeza a tecnologia nos ajuda muito, a técnica para se chegar a um padrão específico de consumo é o cruzamento de dados. Essa técnica muito utilizada hoje em dia consiste no cruzamento de informações de uma pessoa para se obter outras informações e traçar padrões.

Vou utilizar um exemplo fictício mas assustador (um parágrafo só para esse exemplo, que aliás contém exemplos internos a esse exemplo), imagine que a empresa Chocolashion Chico’s tenha acesso ao banco de dados do IBGE e também dos cartões de credito com a marca VISA, cruzando os dados ela vai conseguir infinitos padrões de consumo. Por exemplo, que você, todo o dia que chove compra chocolate meio amargo (coisas que nem você se dá conta), e também vai saber sempre quando chove na sua cidade pois pode cruzar os dados da sua cidade com os de meteorologia. Portanto nos dias de chuva essa pessoa jurídica, com um aparato publicitário hollywoodiano, conseguirá te expor a publicidades que estimulem você á compra de chocolates sem você nem se dar conta. Chocolate meio amargo só hoje no EXTRA 50% off…

Para a segmentação também existem outros dois caminhos, o difícil caminho das pesquisas e o arriscado caminho da criatividade, vou discorrer sobre pesquisas nesse parágrafo. Atualmente trabalho com pesquisa, inclusive recentemente já fui até a campo como pesquisador, no jargão dos pesquisados ir a campo é segurar a prancheta com seu crachá devidamente pendurado abordando as pessoas na rua. Meu trabalho nessa área é na parte estratégica do assunto, como elaboração e planejamento de pesquisas, na empresa não há uma abordagem estratégica sobre pesquisa, mas nada que um pouco de curiosidade e malícia para imaginar utilidades para dados coletados. Os dados das pesquisas podem ser encomendados por empresas como a qual trabalho ou “procurados”, já que existe banco de dados inteiramente gratuitos para consulta na internet. No site do IBGE há um banco de dados livre para consulta de cidades, se você lembra do parágrafo anterior sabe que basta cruzar alguns dados para obter informações sobre você.

Agora sim a outra estratégia, a da criatividade, se você agüentou esse texto inteiro vai poder se sentir a pessoa mais boba do mundo por cair nesses “golpes” de marketing, eu ainda vou conseguir bolar algum desses e vou entrar pra história, mas enquanto vocês esperam isso, relato algumas estratégias que vão além de curiosas já que mascaram a real intenção da empresa. Temos algumas “físicas” como a da KLM, uma companhia aérea que deixa os passageiros criarem as etiquetas de identificação da bagagem. Outro exemplo são as empresas de cartão de crédito que permitem personalizar a imagem que será impressa no cartão. Dessa forma, a empresa colhe dados sobre os clientes. E também as virtuais, como rede de relacionamentos que você se expões de uma forma absurda, ou então qualquer formulário que você preencha, inclusive há uma comunidade no Orkut que mostra sites que dão amostras e brindes, basta você preencher um formulário.

Agora que você já é uma pessoa bem informada conseguirá escapar desses golpes como peixe ensaboado. Sempre lembrando que você também representa um segmento de mercado e está incluso em vários outros, portanto sempre que se deparar com uma publicidade (aprox. 2000 vezes ao dia) se lembre que ela não está lá por acaso!

http://administrampando.blogspot.com/2007/08/rascunho-marketing-de-massa.html