Capítulo 2 – As dimensões da Consistência

Wendy A. Kellogg

Em algumas situações exceções podem ajudar na rotina de desenvolvimento, se pensar no processo de lavar roupa, o que você faz quando encontrar uma roupa manchada? Não podemos ter um processo único para todos os casos, para lavar roupa, para interface (UI) ou outros. Apesar da exceções serem um risco para a consistência são necessários para a usabilidade.

O esforço da coordenação da consistência é para controlar proliferação de designs. Usuários generalizam, de forma certa ou errada, com base nas suas experiências anteriores. Consistência não tem uma definição própria tem a ver com relacionamentos. Então como saber o que é consistente?

Para isso é preciso saber consistente em relação a quê. algo pode ser consistente em relação a uma coisa e inconsistente em relação a outra coisa. É muito difícil descrever as dimensões da consistência, geralmente focamos nos aspectos visuais e comportamentais.

Para alguns estudos foram criados interfaces com aparência parecida mas comportamento inconsistência para ações. Alguns ícones de ações podem ser mais facilmente entendidos pelos usuários quando representam ações do mundo real como tirar uma folha de papel de uma pasta (nota do autor: ou como meu vizinho de 96 anos me explicou como fazia para enviar um foto para seu filho no WhatsApp, tem que “apertar o clips”). Porém nomear um ícone com o desenho de uma pasta com o título “carro”, são coisas distintas, gera uma grande confusão no usuário.

Ações iguais como arrastar um arquivo pode ter resultados diferentes, arrastar um arquivo para outra pasta move o arquivo, mas a mesma ação de arrastar, se for levando o arquivo para um HD externo faz uma cópia do mesmo, preservando original, já arrastar para lixeira o remove do sistema. O comportamento consistente, para ser vantajoso, é preciso considerar o contexto.

É preciso saber como o componente será usado para entender a sua consistência. É preciso lembrar que a interface do usuário (UI) é um conceito abstrato e a sua aplicação pode trazer contradição de uma forma geral.

Uma forma é definir consistência por especificação, a definição da arquitetura da interface associada a regras para componentes padrões (desenhar como serão os botões, menus, scrolls), mas como consistência tem a ver com o contexto, regras rígidas podem não considerar cenários específicos.

Outras formas é a consistência por explicação e exemplo, suas regras não são tão detalhadas e permitem os desenvolvedores terem mais liberdades. A contrapartida da sua adoção é que não garante a consistência entre vários sistemas.

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