Capítulo 3 – O Preço da Consistência

Tradução do título original: Análise de custo benefícios para utilização corporativas de padrões interface de usuário (UI): qual o preço a pagar para um ver e sentir consistente?

Daniel Rosenberg

Grandes empresas de computação se esforçam e planejam a padronização de interface (UI) de muitas linhas e produtos. Do ponto de vista financeiro é complexo, porque, a princípio, com um investimento inicial baixo, pode-se resultar retornos, e potenciais economias, de longo prazo.

Para montar o modelo mental do sistema (UI) é preciso padrões de construção, de uma linguagem comum para navegação e apresentação de dados. Palavras como: arquivo, novo, deletar, salvar, sair, fazem parte do dicionário da aplicação.

A navegação por janelas é diferente em sistemas Windows, Linux e Mac. Isso é a parte visual, do ver e sentir (do inglês look and feel). A parte de sentir está mais relacionado aonde está o ícone de fechar a janela, qual desenho desse ícone, ou como uma usuária faz para rolar a barra de navegação para baixo. (Nota do autor: a diferença é bem clara em sistemas Android e IOS, onde temos botões de ações, às vezes com os mesmos títulos, mas muito diferentes na tela).

Usuários experientes de computador estão tão acostumadas que nem param para pensar quantos comandos são necessários para arrastar um arquivo entre pastas. Depois que se aprende, fica intuitivo.

Uma interface consistência traz benefícios de marketing, usabilidade, valor do serviço, desenvolvimento e qualidade, e como estamos vendo, em finanças. É difícil avaliar, pois só sabemos o custo do desenvolvimento e antecipar o sucesso da qualidade e seu impacto nas vendas é difícil, imprevisível.

Estima-se que o desenvolvimento da interface do usuário (UI) pode representar um terço das linhas de código de um sistema (Smith, 1984). Uma conta simples para determinar o retorno seria utilizar (ou reutilizar) 20% do código para cada novo produto, assim, o 5º produto da mesma família, pagaria o esforço desenvolvimento de uma interface consistente.

Estratégias de marketing podem ser divididas em três:

  1. A primeira seria não desenvolver interfaces, somente componentes.
  2. A segunda é copiar a interface de uma outra empresa e,
  3. A terceira criar uma interface única

Ao optar pela terceira, deve se levar em conta diferentes dispositivos e tamanhos de telas (responsividade).

Questões legais também deve ser consideradas (nota do autor: o livro foi escrito para o mercado dos Estados Unidos, assim a simples tradução não refleteria a realidade do ordenamento jurídico brasileiro). Nos Estados unidos é possível patentear o código e o ver e sentir (look and feel). Existem diversas jurisprudência sobre o tema, o que obriga empresas a expressarem de formas diferentes interfaces, porém a ideia básica por trás não pode ser patenteada. As patentes geralmente são compostas de diagramas e modelos de operação lógicos. (nota do autor: no Brasil não é possível patentar design de telas de software nem código-fonte de programas, são considerados produção autoral, como um livro, o que resulta em outras implicações legais)

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